Fonte: Sérgio Pires

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Rondoniense que viaja eventualmente a Brasília não se contém e critica duramente não só os preços altos das passagens aéreas, mas também a falta de qualidade no aeroporto da Capital rondoniense como, ainda, do que chamou de “piores aeronaves” que as empresas colocam para atender os trechos que saem de Porto Velho, além de preços abusivos, que, ida e volta, podem chegar a mais de seis mil reias. Para ele, a Latam, Azul e Gol colocam para as rotas saindo daqui e vindo para cá, aviões sem qualquer estrutura de apoio ao passageiro, como wi-fi ou até carregadores para celular. Isso, é claro, sem contar que não há qualquer diversão a bordo, como TV ou filmes.

Numa viagem à Capital Federal, por exemplo, com quase três horas de duração, os passageiros não têm qualquer passatempo, em aeronaves antigas e sem qualquer equipamento de modernidade para atender seus usuários. Nada menos do que 20 anos depois que aeroporto de Porto Velho passou a ser internacional, inclusive com autorização para aterrissagem de aeronaves que que estejam em risco e precisem descer numa pista segura, a verdade é que muito pouco foi feito para que a prática tomasse lugar da promessa, em relação à qualidade do Jorge Teixeira. Mas, ao menos há esperança. Há pouco mais de um ano, o aeroporto foi privatizado e pertence hoje à Vince Airports, grupo francês, que administra mais de 50 aeroportos em onze países de três continentes. Há muitas promessas de melhorias, mas, ao menos até agora, elas não saíram do papel, embora os projetos estejam andando, embora lentamente.

A Vince Airports se torna, nesta questão, ao menos alguma luz no final do túnel. Há anúncios, por exemplo, de que em alguns meses devem começam as obras do segundo andar do aeroporto e da implantação do sistema de segurança e controle de passageiros e cargas, para a internacionalização real do Jorge Teixeira. Alguns equipamentos para o alfandegamento já estão no próprio aeroporto, embora não se saiba quando eles serão instalados na futura Delegacia da Polícia Federal e na estrutura da Receita Federal, que precisam ser implantadas.

Quando estiver concluído o segundo piso, o sistema Elo, que conduz os passageiros da sala de embarque até a aeronave, será elevado, como ocorre na maioria dos aeroportos. Uma ampla sala para que os visitantes possam acompanhar pousos e decolagens também está projetado. Tudo está programado para os próximos dois anos. Será que vai mesmo acontecer ou teremos que esperar mais uma ou até duas décadas, como ocorreu com a internacionalização de 2002?

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