Nesta quarta-feira (10/12), em Porto Velho, ocorreu a posse do Conselho Municipal de Direitos da Mulher. A promotora de Justiça Tânia Garcia, que atua na violência doméstica e coordena o Grupo de Assistência às Vítimas (Navit), participou da cerimônia e explicou que o conselho deve ouvir as mulheres da cidade para ajudar na criação de ações públicas voltadas às suas necessidades.
A promotora afirmou que a escuta social — ouvir o que as mulheres dizem sobre sua vida e seus riscos — é essencial para definir caminhos que atendam cada realidade. Ela explicou que “escuta” é quando o poder público para, conversa e entende o que acontece no dia a dia das pessoas.
Segundo ela, dados de estudos sobre feminicídio mostram que a maioria das vítimas não estava ligada a serviços de proteção. Isso significa que muitas mulheres vivem situações de risco sem apoio do Estado.
Papel do Conselho
O Conselho foi formado com metade de seus representantes oriundos da sociedade civil e a outra metade vinda de integrantes do governo. Essa é a chamada divisão “paritária” e quer dizer que todos têm voz igual, como quando duas crianças dividem um brinquedo para que nenhuma mande mais que a outra.
A função do grupo é ouvir mulheres de diferentes regiões da cidade, entender os problemas que cada uma enfrenta e levar essas informações para o governo. Assim, as ações públicas podem chegar a quem realmente delas precisa.
Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI)
